quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Potencial de Cada Um.

Conta-se que, certa vez, os animais de uma floresta que estava sendo devastada pelos homens se reuniram para discutir seus problemas.
Decidiram, após amplos debates, que o mais importante a fazer seria criar uma escola.
Organizaram um currículo que objetivava desenvolver as habilidades de voar, saltar, nadar, correr e escalar. Todas consideradas necessárias e importante para quem vive em uma floresta.
No entanto, apesar de terem utilizado métodos muito avançados, o desempenho dos alunos não foi dos melhores e a maioria só conseguiu apresentar rendimento satisfatório em apenas uma ou duas habilidades.
O pato foi excelente em natação mas apenas razoável em vôos e péssimo em corridas.
Para melhorar em corridas treinou tanto que gastou suas patas e não conseguiu nadar como antes, baixando seu aproveitamento em natação.
O coelho que vinha se destacando em corrida, desde o início do curso, acabou sofrendo um colapso de tanto se esforçar para melhorar em natação.
A capivara que nadava e corria muito bem, acabou se esborrachando ao tentar voar. O susto foi tão grande que ela ficou traumatizada e não conseguiu mas nem correr, nem nadar.
Os passáros, por sua vez, protestaram, desde a fundação da escola, porque a habilidade de cantar não estava incluida no currículo.
Para eles, o canto era de importância fundamental para a qualidade de vida na floresta.
Quando o currículo todo foi dado, o único animal que concluiu o curso e fez discurso de formatura foi a enguia.
Não que ela tivesse as maiores habilidades. Em verdade, ela não se esmerara em nada e conseguira fazer um pouco de todas as matérias mais ou menos pela metade.

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Com certeza, ao imaginarmos uma capivara tentando voar ou um coelho se dedicando à natação, rimos da história
Mas, se olharmos ao nosso redor, vamos nos dar conta de que, por vezes, agimos exatamente como os animais da escola da floresta.
É quando tentamos considerar todas as pessoas iguais, destruindo o potencial da criatura de ser ela mesma.
Assim, é quando, na posição de pais, insistimos com nosso filho para que siga determinada profissão.
Ele adora dançar, mas dizemos que isso não lhe conferirá uma carreira de sucesso e insistmos que abrace a profissão que toda a família segue.
Até mesmo porque ele deve dar continuidade a tradição ou assumir o negócia da família, logo mais.
Por isso é que algumas empresas de tradição, em determinado momento, passando a ser administradas por quem não tem potencial nem vontade para o tipo de negócio, acabam por desaparecer.
Ou então, a pessoa desenvolve as habilidades que lhe são exigidas, mas nuca será um profissional de qualidade. Isso porque não ama o que faz.
E se transformará em uma criatura frustada, infeliz, sempre reclamando de tudo e de todos.
Pensamos nisso e começamos a valorizar mais a habilidade e o potencial de cada um.
Lembremos que a natureza é tão exuberante exatamente pelas diferenças que apresenta nos reinos mineral, vegetal e animal, onde cada um é especial e desempenha, na terra, a missão que o Divino Criador lhe confiou.

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